Homenagem à professora Mariana Chuva, do Colégio Alfredo Chaves, uma mulher apaixonada pelo que fazia e que dedicou sua vida à educação.

Homenagem à professora Mariana Chuva, do Colégio Alfredo Chaves, uma mulher apaixonada pelo que fazia e que dedicou sua vida à educação.

No dia 15 de outubro celebramos o Dia do Professor. Poderíamos, aqui, tratar dos problemas enfrentados pelo professor, inclusive das doenças que o acometem. Todavia, ocupamos o espaço para fazer uma saudação merecida, àquela que dedicou a sua vida aos alunos e ao antigo Colégio Municipal Alfredo Chaves localizado na avenida Nazaré em Belém do Pará.
Vejamos um dia de trabalho de nossa mestra naquela querida escola:
Sete horas da manhã, nos idos dos anos 60. Início das atividades do turno matutino. A campainha de entrada já tocara e todos os alunos rumavam para as salas-de-aula. Aliás, nem todos; sempre havia alguns vagueando e fazendo zoada pelos corredores. Os nossos ímpetos não eram contidos. As alegações eram as mais diversas e havia aqueles que eram contumazes nessa algazarra.
E, no burburinho dos corredores, ouvia-se o brado: a professora Mariana está chegando! De onde partia o aviso? Pouco importava. Quando ele ecoava, num toque de mágica tudo se transformava. Os corredores esvaziavam-se. Os alunos acomodavam-se nas salas-de-aula, para que tudo estivesse organizado. Não por temor, mas por apreço a nossa mestra. Afinal, havia chegado a Diretora do colégio, a velha Mariana como a tratávamos carinhosamente. Era um momento em que todos queriam reverenciá-la. Tínhamos por ela não só respeito, mas admiração. Ela sabia como estabelecer vínculo conosco.
Na escadaria externa da escola, repetidas vezes, com o sol da manhã banhando o seu rosto sereno, a professora contemplando o seu amado colégio, orientava os alunos a seguirem o melhor caminho da vida.
Mais uma olhada para ver se tudo estava em ordem. Então, rumava para a diretoria. Começava para aquela senhora mais um dia de trabalho, que avançava muitas vezes noite adentro. A educadora era incansável, imbatível, no dia a dia, sempre labutando por melhorias na escola. Era apaixonada pelo que fazia. Doava-se aos alunos e ao colégio que era a sua segunda casa. E lutava para que a escola fosse o nosso segundo lar.
No dia a dia caminhava regularmente pelas salas do colégio. O corpo encurvado, os passos lentos, o olhar algo tristonho, mas com alegria no coração. Acariciava a cabeça de um; indagava a nota do boletim de outro e, queria saber como iam os nossos pais. Observava, continuamente, os uniformes dos alunos, que deveriam estar limpos e alinhados. Não importava se o rasgão estivesse cerzido; o alinhamento da roupa escolar era uma condição obrigatória para a frequência às aulas. O seu jeito era simples, humilde, amigo, mas sempre firme na postura e nas atitudes.
Aluno suspenso das aulas? Ela não adotava a punição. Eis a sua pedagogia:
– Minha filha, você está precisando de conselhos. Vá para casa e volte amanhã. Antes vamos conversar. Avise a sua mãe que venha falar comigo. Temos que tratar de muitas coisas sobre o seu comportamento.
Era a nossa amiga, conselheira e confidente. Tinha um jeitinho característico de cuidadora. Volta e meia estava a penetrar em nossa intimidade, mas sempre respeitando a individualidade e o tempo de cada aluno.
Duas vezes por semana havia aula de Artes Industriais. Ela ministrava matemática, mas comparecia às aulas de artes manuais e junto com os alunos, como artesã, moldava o barro compartilhando conhecimento. Por onde andarão essas obras valiosas feitas pela mestra?
Dez horas da manhã. Hora do recreio. Lá estava a professora novamente presente. Na sua rotina ia até a cozinha ver a merenda servida aos alunos; o mingau de aveia sempre estava no cardápio. Observava o preparo, degustava o sabor. Mariana, a chef dos petiscos de nosso lanche.
Doze horas. Meio-dia, sol a pino. Hora de encerramento das atividades escolares matutinas e da professora voltar para casa. O sinal de saída já havia tocado. E aquela senhora atravessava a avenida para ir até sua casa. Ela morava do outro lado da rua do colégio. Fazia um breve descanso, quando a deixavam descansar.
Às treze horas, no turno da tarde, a sua tarefa se repetia …
E no outro dia, às sete da manhã, lá estava a professora, com a mesma dedicação e determinação, para reiniciar tudo de novo.
Professora Mariana Chuva. Obrigado pela dádiva da doação. A nossa gratidão, mestra querida, por todas as lições. Você foi um anjo em nossas vidas!
Antônio R. Negrão Costa – antigo aluno do Colégio Alfredo Chaves

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